Sou uma observadora congênita do comportamento humano. Por conta disso, na presença de Deus, tenho resistido ao escândalo por saber que somos todos falhos, e tendo como princípio que, apesar de pessoas ocuparem cargos nas Igrejas, elas são pecadoras, e que meu alvo e exemplo é o Senhor Jesus, Alguém acima de mim, e não homens, que estão no mesmo plano que eu, sujeitos às mesmas influências, enfrentando lutas diárias como eu. Exercitando meu lado olheira, percebo um padrão perigoso nos membros da IURD: ter um termômetro em mãos, e julgar o nível espiritual das demais pessoas pela freqüência que elas vão às reuniões e a que os obreiros usam seus uniformes. No ano passado, fui uma obreira muito mais presente: tinha mais tempo pra trabalhar nas reuniões, buscar na Igreja, cuidar das almas. Eu podia fazer isso, tinha tempo livre, tinha hora pra sair do trabalho, pra chegar, não estudava, enfim, era uma rotina bem diferente da que tenho hoje. E que bom que hoje não preciso fazer da Igreja meu mata-tempo, coisa que algumas pessoas já me disseram fazer: “Ah, não tenho nada pra fazer em casa, aí venho pra Igreja colar envelope. (Mas hein?!)”. Então, por conta dessa mudança drástica em minha rotina, vou, sim, à Igreja, mas divido meu (pouco) tempo livre em buscar e trabalhar com meu uniforme, ajudo o Alexandre aqui sempre que posso e continuo minha vida na presença de Deus, sem que essa mudança tenha afetado minha comunhão com o Espírito Santo. Continuo sendo a mesma pessoa de sempre, que um dia pode se doar mais do que hoje, coisa que seria vista com naturalidade pelas outras pessoas, não fosse esse mau hábito que citei lá em cima: o de julgar nossa condição espiritual mediante nossa freqüência dentro do salão da Igreja. Porque, pelo que percebo, o problema dessas pessoas (que não são todas, mas uma fatia incômoda) não é se você está sem ir à Igreja por rotina alterada, nem se você está mal espiritualmente e precisando de ajuda, tampouco se você encontrou um ponto de equilíbrio entre sua vida lá fora e sua vida ali dentro; você pode ficar vagando no salão da Igreja como um zumbi, fazer isso todos os dias; se você está lá fisicamente já é um motivo pra eles não te metralharem com perguntas e insinuarem na sua cara que você está passando por problemas pelo simples fato de estar assistindo a uma reunião de 6ª feira. Pura hipocrisia! E eu estou equilibrando essa situação com educação, porque algumas pessoas se importam mesmo comigo, mas a maioria quer é saber da minha vida. #prontofalei
Tem obreiros que são uns santos na Igreja e um capeta lá fora, mas as pessoas dentro da Igreja não sabem da vida que eles levam, então, vivem suas vidas sujas fingindo estarem bem com Deus, e ninguém os importuna. Até que, num dia, a sujeira vem à tona, porque não há nada que fique em segredo por muito tempo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Hipócritas!
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