terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

De novo, tudo de novo…

Eis aí de novo o mesmo erro que você sempre comete. Quando é que você vai aprender e mudar? O ciclo começa, no entanto, mais uma vez. Você pede a Deus para te perdoar, mas o mais difícil é se perdoar. Por mais que você se diga que essa será a última vez, no fundo sabe que está se enganando mais uma vez.

Qual é o problema com os erros persistentes? Por que é tão difícil se livrar deles?

Davi teve este problema até que um dia tornou-se tarde demais, e ele teve de pagar um preço bem alto por isso. Ele era aquele homem de Deus incrível. Ele tinha tudo, o Espírito Santo, fé, caráter, coragem, boa formação, experiências, boa aparência e muito mais. Mas ele tinha um defeito: as mulheres. E assim, já que ele era um rei, desfrutou da “liberdade” de se casar com muitas delas para que assim tivesse muitos descendentes.

E apesar de saber que isto é uma fraqueza, e de que com certa frequência seus filhos de diferentes esposas entrariam em conflito entre si, ele simplesmente não conseguia resistir a ter novas esposas. Num dia um tanto ocioso, quando decidiu ficar no palácio e se omitir da guerra por alguns dias, ele avistou, então, uma outra mulher do seu terraço. Ela estava se banhando, e ele, simplesmente, não pôde resistir. Ele tinha que possuí-la, ainda que fosse por apenas uma noite.

Bate-Seba era casada com um dos soldados dele – que estava fora, lutando na guerra – e em vez de se sentir culpado pelo pensamento de possuir a sua esposa por uma noite, Davi se aproveitou de sua ausência.

Este erro custou caro a Davi. Bate-Seba engravidou e ele teve que enviar o marido dela para morrer na linha dianteira da guerra. Ele se casou com ela mais tarde e o bebê deles morreu. Mais para frente seus filhos se rebelaram contra ele e Davi teve que fugir de seu país. O seu segundo filho com Bate-Seba se tornou o rei Salomão, e sabe o que lhe fez cair feio? Mulheres!

Tanta coisa aconteceu com Davi após cometer o mesmo erro… Sem precisar mencionar toda a dor de cabeça com os seus filhos lutando entre si e se rebelando contra ele todos os dias da sua vida…

Voltando à pergunta anterior… Como evitar cometer os mesmos erros de sempre, tudo de novo, então?

Fuja deles. Evite o terraço que o leva a cair toda vez.

Se a sua fraqueza são mulheres ou homens, fique longe deles. Se é roubar ou mentir, evite situações em que você sabe que poderá cair de novo. Seja sábia para o seu próprio bem. Os erros sempre voltam para caçar as suas vítimas. Deixe de ser uma vítima das suas próprias fraquezas.


Cristiane Cardoso



Todos sabem que as estatísticas mostram um aumento no número de divórcios nos últimos anos. Apesar do avanço da ciência e tecnologia ter melhorado a qualidade de vida de muitos, quando o assunto é relacionamento, parece que está havendo um retrocesso. As pessoas não estão conseguindo manter um relacionamento por muito tempo. O jeito é olhar para nossos avós.

Como, e por que, nossos antepassados conseguiam ficar juntos por tanto tempo? Há algum segredo que podemos aprender deles?

A boa notícia é: há sim, e não apenas um. Aqui vão cinco:

  1. O casamento é maior que os indivíduos – Os antigos viam o casamento como uma promessa que não podia ser quebrada. O fracasso no casamento significava o fracasso dos indivíduos. Hoje, em contraste, quando um casal não “dá certo” a culpa quase sempre é jogada para a outra pessoa, ou até mesmo para a própria instituição do casamento. Lição: exceto em casos extremos, como de abuso, coloque o casamento acima de você mesmo e lute por ele como por sua honra.
  2. Os dois concordam sobre o que é um casamento – Quando ambos sabem onde querem chegar com a união, e os objetivos e expectativas são compatíveis, há mais chance de ficarem juntos até o fim. Hoje muitos nem sabem o que é casamento, mas casam assim mesmo. Resultado: expectativas frustradas. Lição: Esteja consciente do que é um casamento, entenda o que a outra pessoa pensa a respeito também, e alinhem suas expectativas.
  3. O hábito de dar – O foco hoje tem sido mais no que as pessoas vão ganhar pelo casamento, ou seja, o que a outra pessoa pode me oferecer para me fazer feliz. Antigamente, a ideia era de se dar, se entregar ao casamento, até a própria vida. Havia uma crença forte de que o dar resultaria no receber. Lição: Procure colocar as necessidades do seu parceiro em primeiro lugar, e dê mais de si ao relacionamento. Atenção: você pode estar dando, mas não o que a outra pessoa mais precisa. Foque nas necessidades.
  4. Focar no que é bom, relevar o que é ruim – Óbvio, não é mesmo? Mas os antigos pareciam ser melhores nisso. “Ele não é carinhoso, mas é um ótimo pai.” “Ela gosta de gastar, mas cuida muito bem de mim.” Eles costumavam ver mais os pontos positivos, e não ficar tentando mudar um ao outro. Lição: Deixe de olhar os defeitos da outra pessoa (e criticá-la) e comece a valorizar as virtudes.
  5. Seu cônjuge é seu espelho – O espelho reflete quem realmente somos, e nos dá a oportunidade de melhorar o que não está bem. Portanto, o espelho é um amigo verdadeiro, que não esconde o que somos, e nos ajuda a melhorar porque nos mostra nossos erros. Assim é o seu cônjuge. Quem você é dentro do seu casamento é uma imagem fiel de quem você realmente é. Lição: use seu cônjuge como um desafio a ser uma pessoa melhor.

Para resumir o conceito de amor à moda antiga em uma palavra: compromisso. Quando você tem um compromisso como uma outra pessoa e zela pela sua própria honra, você se propõe a fazer de tudo para manter sua palavra.

Esses princípios nunca estão fora de moda.


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Bispo Renato