terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Festas de final de ano unem familiares e amigos, mas o contato deve ser contínuo

  • A união traz benefícios para qualquer ser humano, diz psicólogo
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com

Segundo o psicólogo Fernando Elias José, nesta época do ano, o apelo da família unida, do perdão, é uma tentativa de restabelecer algumas coisas. “O problema é que isso não perdura e o foco na família acaba se perdendo de novo.”

Mas este contato pode continuar, se as pessoas estiverem muito abertas para a família. “Devemos ter a noção de que temos mais afinidade com uma do que com outra pessoa. Na medida que sabe o que sente por cada um, deve haver um esforço maior para conviver com todos”, explica.

Esta unidade familiar traz benefícios para qualquer ser humano. “Não há como ter base, aprendizagem, estrutura, se não se tem família. A formação do caráter depende da convivência familiar. Mas é claro que a pessoa que não tem família, deve promover os amigos para ter este contato periódico”, esclarece o psicólogo.

Se o contato e a convivência com as pessoas que gostamos acontece somente nesta época do ano, isso pode ser considerado hipocrisia. “Isso acontece em várias épocas. No dia de finados, por exemplo, geralmente as pessoas vão ao cemitério para limpar, colocar flores, e o resto do ano falam mal daquele que morreu”, diz.

De acordo com o especialista, durante o ano se constrói e se mantém esta aproximação. “E para que este contato aconteça sempre, é preciso ter uma leveza na relação. O que não pode acontecer é a expectativa da perfeição, que deve ser diminuída para respeitar o outro do jeito que é.”

Mas, infelizmente, o afastamento entre as pessoas geralmente acontece. “Isso porque existe a cobrança de estar mais próximo, mas em contrapartida, não se faz nada para que isso aconteça. A exigência é alta e é por isso que as relações acabam”, finaliza José.

Fonte: http://www.arcauniversal.com

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