terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.


Aquele que reside no lugar secreto do Altíssimo haveria de anunciar o nome de Deus aos homens, dizendo: “Ele é o meu Deus, o meu refugio, a minha fortaleza, e n’Ele confiarei” ( Sl 91:2 ). O escritor aos Hebreus cita o Salmo 18 para demonstrar que o próprio Filho disse por intermédio do salmista que haveria de colocar em Deus a sua confiança “E outra vez: Porei n’Ele a minha confiança” ( Hb 2:13 ; Sl 18:1 -2 ; Sl 56:4 ). É próprio ao salmista bendizer o nome do Senhor anunciando as grandezas de Suas obras e magnificência ( Sl 103:1 ; Sl 104:1 ). Quando escreveu este Salmo, o profeta e salmista confiava no Senhor, diferente do que está registrado: “n’Ele confiarei”. Suguem as perguntas: o salmista ainda não confiava em Deus quando escreveu este Salmo? Ele haveria de confiar somente no futuro?

Enquanto na glória, o Verbo que se fez carne não precisava confiar, porém, após tornar-se participante da carne e do sangue, sujeito as mesmas tentações, porém, sem pecado, também precisou confiar inteiramente em Deus ( Hb 4:15 ).

O verso 2 do Salmo 91 é equivale a introdução do Salmo 31, quando o salmista deixa registrado as últimas palavras do Messias: “Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (…) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito…” ( Sl 31:1 -5). O Verbo de Deus encarnado, o Filho de Davi haveria de dizer do Senhor: “Ele é meu Deus, o meu refugio, a minha fortaleza”. O salmista predisse que o Messias haveria de confiar plenamente em Deus, certo que no momento mais cruento haveria de se refugiar, abrigar-se em Deus, encomendando o seu espírito. Se o próprio salmista estivesse bendizendo ao Senhor, não haveria necessidade de utilizar o verbo ‘dizer’ no futuro (direi). Geralmente os salmistas quando fazem referência a eventos que lhes são pertinentes dizem: “Bendiz, ó minha alma, ao Senhor” ( Sl 103:1 ). O cântico do salmista Davi é: “No SENHOR confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro?” ( Sl 11:1 ). Jesus Cristo homem ao ouvir desde menino a leitura das Escrituras nas sinagogas e no seio da sua família, aliado ao testemunho de sinais e maravilhas que cercaram o evento do seu nascimento, compreendeu pelas Escrituras que Ele era o Messias, o Filho de Deus encarnado. Ele precisou crer. Diante das promessas que o Pai deixou registrado nas Escrituras, Ele creu, para que se tornasse o Autor e Consumador da fé “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” ( Hb 12:2 ); “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” ( Hb 5:8 ).

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